Thursday, August 5, 2010

Love is in your head. (Really?)

Le baiser, Musée Rodin, Paris

Fica aqui o link do vídeo que a Paula encontrou, uma conferência de Helen Fischer sobre o substrato neurofisiológico do amor romântico.
A minha questão, muito provocatória: is this it? :)

O que explica esta pesquisa? O que não explica?
E porque é que os poemas e citações que ela refere são tão tristes, tão sofridos? Porquê esta prevalência?

Outra coisa: há uma sobreposição de funções nas zonas do cérebro que Fischer aponta como a base do amor romântico. Num trabalho recente tive oportunidade de aprender algo sobre o "cérebro económico", ou seja, as áreas activadas em decisões financeiras, risco, filantropia... Dopamina e nucleus accumbens são termos comuns.

E então porque é que a bolsa não inspira um soneto? :)

Looking forward to your posts!

Monday, August 2, 2010

This is us :)


Is the Internet changing our brain/mind?

Em busca do melhor formato para a continuação das nossas discussões online, pareceu-me que um bom tópico para começar podia ser exactamente considerar os novos media e os desafios que estes novos espaços de comunicacação colocam à nossa forma de conceptualizar a realidade, além das mudanças que podem estar a introduzir no próprio cérebro.

Mas estas tecnologias não surgem sem precedentes. Pensem nos avanços tecnológicos e técnicos dos últimos 500 anos: a invenção da imprensa, a notação matemática, o avanço da cartografia, a invenção do telescópio, do microscópio, a máquina a vapor, o avião... Estes e tantos outros avanços permitiram não apenas novas experiências do mundo e da realidade, mas ainda um enorme arquivo do saber assim adquirido, que se tornou partilhável e armazenável, para além da mente individual ou do restrito conjunto de mentes numa pequena comunidade. Uma das consequências é um "offload" da memória colectiva em suportes tecnológicos acessíveis, com grande capacidade, mas externos à própria memória individual (ou à memória do grupo, reforçada em tradições de oralidade). Que natureza tem uma memória assim descorporealizada (disembodied)?

E hoje? Dois desafios parecem-me salientes: por um lado, o reforço daquele "offload" de cohecimento armazenado na memória (me mega bytes, giga bytes, tera bytes...); Por outro, o reforço da virtualização (a próxima criação do Google é um sistema operativo em que todos os documentos produzidos não sejam armazenados num desktop, mas num espaço virtual; um pouco como o Scribd, onde armazenámos os nossos textos do curso).
E ainda: a comunicação de hoje é cada vez mais volátil. Onde ficam os registos dos chats? E os mails que se apagam, quando dantes se preservavam as cartas?

Se o tema vos interessa, fica aqui uma sugestão de leitura: Nicholas Carr, The Shallows.